ITEMM · Instituto Técnico Educacional Mirian Menchini
Dia Mundial do Refugiado · 20 de junho
Incluir é possível – e a sua organização pode liderar essa mudança
Guia prático de boas práticas para a inclusão de refugiados no mundo do trabalho formal
Manaus, junho de 2026
Por que isso importa para você
Milhares de talentos prontos para trabalhar. Barreiras que sua organização pode ajudar a derrubar.
O Brasil recebeu 68.159 novos pedidos de refúgio apenas em 2024, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O Amazonas, em especial Manaus, concentra uma das maiores populações de refugiados e migrantes venezuelanos do país.
Essas pessoas chegam com formação, experiência e disposição. O que falta, muitas vezes, é uma empresa disposta a dar a primeira chance. Em alusão ao Dia do Refugiado, este e-mail foi preparado para ajudar a sua organização a dar esse passo com segurança, clareza e impacto social real.
O diagnóstico
Quais obstáculos esses profissionais enfrentam?
Antes de falar em soluções, é preciso conhecer as barreiras. Elas existem, mas todas têm caminhos de superação com a ação certa.
17 mil: contratações comprometidas por empresas do Fórum até 2027
98%: das contratações realizadas em regime CLT formal
160: empresas já integram o Fórum Empresas com Refugiados em 2025
Idioma e cultura: dificuldade de comunicação no ambiente de trabalho e adaptação a dinâmicas profissionais diferentes das do país de origem.
Burocracia de documentos: revalidação de diplomas é cara e demorada. Documentação trabalhista pode estar incompleta na chegada ao Brasil.
Preconceito e xenofobia: empregadores têm receios sobre a contratação de refugiados ou desconhecem as leis que regulam esse vínculo.
Ausência de rede de contatos: sem indicações ou conexões locais, as chances de acesso a vagas formais diminuem drasticamente.
Urgência financeira: a pressão imediata por renda leva muitos a aceitar empregos precários e informais, perpetuando a vulnerabilidade.
Saúde mental: traumas de guerra, violência e deslocamento forçado podem impactar a adaptação e a produtividade se não houver suporte.
Boas práticas
O que sua empresa pode fazer agora
A seguir, sugerimos algumas ações que empresas brasileiras já adotam com resultados comprovados e que podem ser adaptadas ao porte e setor da sua organização.
Capacitação linguística no ambiente de trabalho: ofereça aulas de português básico voltadas ao vocabulário do setor, mesmo que em formato de 30 minutos semanais.
A Accor Brasil implementou cursos gratuitos em parceria com escolas e hoje emprega 150 refugiados em seus hotéis.
Reconheça experiências sem exigir diploma revalidado: adote processos seletivos baseados em habilidades práticas e entrevistas técnicas. O diploma pode vir depois – o talento já está disponível. Avalie competências práticas, não papéis.
Crie um programa de acolhimento (buddy system): designar um colaborador como ponto de apoio nos primeiros meses reduz o tempo de adaptação e melhora a retenção. Pequenas ações de pertencimento fazem grande diferença.
Capacite seu RH sobre a legislação: refugiados com status reconhecido pelo ACNUR têm direito ao trabalho formal no Brasil. A CTPS pode ser emitida com o protocolo de refúgio em mãos. Contar com esse conhecimento elimina barreiras desnecessárias no recrutamento.
Estabeleça parcerias com organizações de apoio: instituições como o ACNUR, Instituto Adus e o próprio ITEMM conectam empresas a candidatos refugiados já orientados e com perfil para o mundo do trabalho formal. O acesso é simples e o suporte é contínuo.
Em Manaus, o ITEMM tem parceria com a Associação Hermanitos com o objetivo de desenvolver aspectos educacionais e comportamentais de jovens venezuelanos refugiados – na capital amazonense, cerca de 100 jovens já foram inseridos ao mundo do trabalho.
Ofereça suporte de saúde mental como parte do onboarding: incluir informações sobre canais de apoio psicológico no processo de integração reduz absenteísmo e demonstra respeito à jornada do colaborador.
Estabeleça metas internas de inclusão
A Construtora Tenda se comprometeu a ter 10% de sua força de trabalho em canteiros composta por refugiados – e atingiu a meta antes do prazo. Metas tornam o compromisso real e mensurável.
“Contratar refugiados não é um desafio – é uma oportunidade de alto impacto social e de negócio. Empresas que avançam nessa agenda percebem ganhos em retenção, diversidade e reputação.”
Fórum Empresas com Refugiados · ACNUR Brasil, 2025.
Em 2025, o Fórum Empresas com Refugiados registrou crescimento de 15% no número de membros e soma cerca de 17 mil contratações formais – aumento de 41% em relação ao ano anterior. O Hub Amazonas, do qual o ITEMM faz parte, foi inaugurado justamente para aproximar empresas da região dessa agenda.
O papel do ITEMM
Como podemos apoiar sua empresa nesse processo
O ITEMM, junto a organizações parceiras, atua diretamente no desenvolvimento de jovens entre 14 e 24 anos, incluindo aqueles em situação de refúgio e migração forçada, por meio de cotas existentes em programas de estágio e aprendizagem profissional.
Ao estabelecer parceria com o ITEMM, sua organização ganha:
Acesso a jovens candidatos orientados para o mundo do trabalho: jovens acompanhados por nossa equipe técnica e de serviço social, com perfil já mapeado para diferentes áreas de atuação.
Suporte jurídico-trabalhista completo: nossa equipe cuida de toda a documentação exigida pela CLT, eSocial e legislação de aprendizagem, garantindo conformidade e segurança para a organização.
Alinhamento com sua agenda ESG: a contratação via ITEMM gera indicadores mensuráveis de impacto social que podem ser reportados em relatórios de sustentabilidade e prestação de contas corporativa.
Sua organização pode ser a próxima a liderar essa mudança
Entre em contato com o ITEMM e descubra como incluir jovens refugiados e migrantes de forma segura, estruturada e com impacto real para a sua organização.
Quero saber mais
Conhecer o Hub Amazonas do Fórum Empresas com Refugiados
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