Reflexões sobre protagonismo, desenvolvimento e carreira – uma releitura de Bob Nelson (2003).
Depois de elaborar o currículo, enviá-lo para diversas empresas, participar de entrevistas, dinâmicas de grupo e enfrentar a ansiedade da espera, finalmente chega o momento tão esperado: o primeiro dia de trabalho. A oportunidade deu certo e agora você está prestes a iniciar uma nova etapa da sua trajetória profissional.
Mas junto com a empolgação, surgem também as dúvidas. O que fazer no primeiro dia? Como causar uma boa impressão? Como aprender rápido e entregar suas atividades com qualidade? Seja você um jovem aprendiz, estagiário ou alguém vivendo sua primeira experiência profissional, é natural sentir insegurança diante de tantos desafios e expectativas.
Pensando nisso, nesta coluna faremos uma releitura da obra “Faça o que tem que ser feito e não apenas o que lhe pedem”, de Bob Nelson, trazendo suas reflexões para a realidade do mercado atual. Vamos conversar sobre comportamento profissional, desenvolvimento de carreira e sobre como pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para quem está começando.
Mais do que apresentar respostas prontas, o objetivo é compartilhar uma mensagem importante: o início da carreira não é sobre saber tudo, mas sobre estar disposto a aprender, crescer e construir, desde o primeiro dia, uma trajetória que vá além das tarefas recebidas.
Mas antes, para você que não me conhece:
Olá, tudo bom? Me chamo Marcos Costa, faço parte da equipe – Atração e Seleção de Talentos do ITEMM – Unidade Manaus/AM. No dia a dia, analiso currículos, conduzo entrevistas e aplico dinâmicas de grupo para vagas estratégicas e nas horas vagas costumo fazer colunas para ajudar os profissionais do futuro a se destacarem no mercado. Meu objetivo é ajudar jovens a conquistarem sua primeira (ou melhor) oportunidade no mundo de trabalho.
Bob Nelson escreveu o livro “Faça o que tem que ser feito e não apenas o que lhe pedem”(2003). Embora tenha sido publicado em outro contexto, a mensagem continua extremamente atual. Muitos iniciam a carreira acreditando que o segredo para ser efetivado é simples: chegar no horário, cumprir tarefas e evitar erros. Claro, tudo isso é importante. Mas a verdade é que isso representa apenas o ponto de partida.
Quando uma empresa contrata um colaborador, seja ele temporário, aprendiz, estagiário e correlacionados, esta não está observando apenas a execução das atividades. Está avaliando o potencial daquele colaborador para ocupar desafios maiores no futuro.
É justamente aí que a reflexão de Bob Nelson faz sentido, a Expectativa Suprema que consiste em: “Nós o contratamos para fazer um trabalho, porém, mais importante que isso, nós o contratamos para você pensar usar seu discernimento e agir segundo o interesse da empresa em todos os momentos. Faça sempre o que tem que ser feito, não espere que lhe peçam.”
O mundo do trabalho tem buscado profissionais que demonstrem interesse genuíno em aprender, que façam perguntas, que procurem entender o “porquê” das atividades e não apenas o “como”. Pessoas que enxergam oportunidades de contribuir antes mesmo de alguém apontar o caminho.
Isso não significa assumir responsabilidades que não são suas ou tentar parecer um herói corporativo. Significa desenvolver uma postura ativa. É mostrar que você está presente, conectado e disposto a crescer.
Na prática, o gestor percebe rapidamente a diferença entre quem apenas cumpre uma tarefa e quem entende o impacto dela. Entre quem espera ordens e quem busca soluções. Entre quem vê o contrato como uma obrigação e quem o enxerga como uma oportunidade de construir uma carreira.
Curiosamente, a efetivação muitas vezes não acontece por causa do currículo ou do conhecimento técnico. Esses fatores contam, mas comportamento, atitude e disposição para aprender costumam pesar ainda mais.
As empresas sabem que podem ensinar processos, sistemas e metodologias. O que elas dificilmente conseguem ensinar é vontade de aprender, comprometimento e protagonismo, isso muitas vezes vem de berço ou ao decorrer das experiências da vida.
A grande lição que quero deixar hoje para os jovens profissionais que estão iniciando em seu primeiro emprego seja esta: ninguém espera que um aprendiz ou estagiário saiba tudo. Mas o mercado valoriza quem demonstra interesse em evoluir todos os dias.
No fim das contas, fazer apenas o que lhe pedem pode garantir o cumprimento de uma tarefa. Fazer o que precisa ser feito para agregar valor pode abrir as portas para a tão desejada efetivação.
E você? Se fosse gestor hoje, efetivaria alguém apenas pelo que entrega ou pela forma como escolhe crescer dentro da empresa?
Me conta nos comentários, Abraço!
Marcos Costa


