Para muitos jovens, as Eleições 2026 serão a primeira oportunidade de participar diretamente da escolha dos representantes que irão tomar decisões importantes para o país e para o Estado.
Pensando nisso, o ITEMM preparou este guia para ajudar jovens eleitores a entenderem melhor o processo eleitoral, conhecerem as funções de cada cargo, pesquisarem informações confiáveis e chegarem ao dia da votação mais preparados para fazer suas próprias escolhas.
Afinal, votar não é apenas apertar algumas teclas na urna. As pessoas eleitas terão responsabilidades que podem impactar diretamente áreas como educação, trabalho, transporte, saúde, segurança, economia e oportunidades para a população.
Por que o voto é importante?
Se você não participa da escolha, outras pessoas acabam tendo maior peso na definição de quem ocupará os cargos públicos. E as decisões desses representantes podem chegar diretamente à sua rotina: desde regras relacionadas ao transporte e à educação até políticas de trabalho, saúde, segurança e inclusão digital.
Por isso, conhecer o processo eleitoral é também uma forma de entender como as decisões políticas podem influenciar o seu presente e o seu futuro.
Antes de escolher, entenda o que cada cargo faz
Nas Eleições 2026, serão seis escolhas na urna. A ordem será:
- Deputado Federal
- Deputado Estadual
- Senador – 1ª vaga
- Senador – 2ª vaga
- Governador
- Presidente da República
Para deputado federal, são quatro dígitos; deputado estadual, cinco; senador, três; governador e presidente, dois.
Deputado Federal
O deputado federal atua na Câmara dos Deputados e participa da criação, discussão e votação de leis que valem para todo o Brasil. Também participa das decisões sobre o orçamento federal e fiscaliza ações do governo federal.
Suas decisões podem influenciar temas como direitos trabalhistas, aprendizagem profissional, educação, regras para a internet e segurança pública.
Deputado Estadual
O deputado estadual atua no âmbito do Estado. Entre suas atribuições estão criar e votar leis estaduais, fiscalizar as ações do governador e participar da aprovação do orçamento estadual.
Seu trabalho pode ter relação com temas como transporte intermunicipal, programas estaduais de primeiro emprego, educação da rede estadual e políticas de cultura e lazer.
Senador
O senador representa o Estado no Senado Federal e participa da elaboração e revisão de leis nacionais, além de exercer funções específicas de fiscalização e aprovação de determinadas autoridades.
Suas decisões podem ter impactos em temas como economia, impostos, direitos, internet e outras questões de alcance nacional.
Atenção: em 2026, serão escolhidos dois senadores por Estado. Os dois votos devem ser destinados a candidatos diferentes. Caso o mesmo número seja digitado nas duas vagas, o segundo voto será anulado.
Governador
O governador é o chefe do Poder Executivo estadual. Entre as áreas sob responsabilidade do governo estadual estão serviços como segurança pública, escolas estaduais, hospitais estaduais, rodovias e transporte regional.
Presidente da República
O presidente chefia o Poder Executivo Federal e conduz políticas públicas de alcance nacional. Entre os temas relacionados à atuação do governo federal estão economia e emprego, saúde, educação federal, defesa nacional e relações internacionais.
Onde pesquisar antes de escolher?
Não é preciso depender apenas das redes sociais para conhecer um candidato.
O DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permite consultar informações sobre candidaturas, partidos, situação do registro, declaração de bens, propostas de governo e prestação de contas.
O próprio TSE também disponibiliza uma página específica das Eleições 2026, com informações sobre candidatos, propostas, legislação, calendário eleitoral, simulador de votação e outros serviços.
Na hora de pesquisar, vale perguntar:
- Quem é o candidato?
- Qual é sua trajetória?
- Quais são suas propostas?
- A proposta está dentro das atribuições daquele cargo?
- Como ela será colocada em prática?
- De onde veio a informação?
Pesquisar antes de compartilhar também é importante.
Desconfie de prints sem data, vídeos cortados, áudios sem autoria e promessas que parecem simples demais para problemas complexos. O guia do ITEMM recomenda o protocolo: pare, pesquise e confirme.
E se eu não votar?
Para pessoas alfabetizadas de 18 a 69 anos, o voto é obrigatório. Para jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo, assim como para pessoas analfabetas e maiores de 70 anos.
Quem é obrigado a votar e não comparece deve justificar a ausência ou pagar a multa correspondente. Nas Eleições 2026, a justificativa pode ser feita no dia da votação ou posteriormente, pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Se a situação não for regularizada, podem existir restrições como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade, inscrever-se ou tomar posse em concurso público, renovar matrícula em instituição de ensino oficial, entre outras previstas em lei.
Voto branco e voto nulo: qual a diferença?
Voto em branco: o eleitor seleciona a tecla “Branco” e confirma, sem escolher nenhum candidato.
Voto nulo: o eleitor digita um número que não corresponde a nenhuma candidatura válida e confirma.
Os dois são registrados, mas não são considerados votos válidos e não são destinados a nenhum candidato ou partido. Também não é verdade que uma eleição seja automaticamente anulada caso mais da metade dos eleitores vote nulo.
Prepare sua colinha
Como são vários números para memorizar, o TSE recomenda a utilização da colinha eleitoral em papel. Ela pode ser levada para a cabine, enquanto celulares e outros equipamentos eletrônicos não podem.
Para facilitar, o ITEMM preparou uma Colinha Eleitoral 2026 para você preencher, imprimir e levar no dia da votação.
Seu voto. Sua escolha. Sua responsabilidade.
Ouvir diferentes opiniões pode ajudar a ampliar o conhecimento, mas a decisão sobre o voto é pessoal. Pesquise, pense, confira as informações e escolha de forma consciente e autônoma.
Para quem está votando pela primeira vez, esse pode ser o começo de uma participação mais ativa na vida pública. Informação também é uma forma de exercer a cidadania.

